Essa reportagem especial discute a baixa demanda de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) no leilão A-5, cuja contratação foi de apenas 175,5 MW em 12 usinas. O artigo conta com a opinião de vários agentes de mercado como: Charles Lenzi (presidente da Abragel); Alessandra de Carvalho (presidente da Abrapch); Cristiano Tessaro (CEO da Camerge); Rodrigo Assunção (CEO da Atiaia Renováveis); Walfrido Ávila (CEO da Tradener); e, Roberto Corrêa (presidente da Cogecom).A reportagem aponta de início que as PCHs não estão conseguindo acompanhar o movimento das fontes eólicas e solar, que nos últimos anos conseguiram se desprender das indefinições do mercado regulado e viabilizaram empreendimentos ofertados no mercado livre. Aponta-se que uma dificuldade que as PCHs enfrentam é a não consideração em valores de seus atributos de renovabilidade e proximidade dos centros de carga, além de seus custos mais altos e um viés de PLD baixo. Os agentes acreditam, porém, que os fatores que mais penalizam as PCHs são os impostos de construção (que diminuem a competitividade dos projetos), a falsa impressão de que estas não tenham impactos ambientais positivos e o licenciamento ambiental, considerado o grande gargalo. Segundo o presidente da Abragel, há cerca de 9.000 MW ou 600 usinas sem o aval ambiental final, reduzindo o número de projetos que poderiam disputar os leilões de energia. 

CanalEnergia – Pedro Aurélio Teixeira (repórter do CanalEnergia)

Link de acesso:

https://canalenergia.com.br/especiais/53228450/o-pos-leilao-das-pchs

 

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