Este artigo apresenta um panorama com as principais perspectivas para o setor elétrico brasileiro com base no Plano Decenal de Expansão de Energia. Destaca-se as estimativas de investimentos de R$ 230 bilhões em geração e transmissão até 2026 e R$ 530 bilhões até 2031, com grande avanço de fontes intermitentes e reforço em linhas de transmissão. Roberto Rockmann discute também alguns dos desafios e oportunidades que deverão acompanhar esse montante de investimentos. Ele evidencia que grande parte do investimento em geração será voltado para o mercado livre e que isso traz alguns desafios devido ao atual modelo do setor elétrico, onde parte da demanda é atendida pelo mercado livre e outra, pelo mercado regulado. Nesse sentido, pontua três importantes questionamentos: Os leilões de contratação de energia para o mercado regulado continuarão? Até quando? A forma como os certames são feitos será modificada? Ainda, considerando esse contexto, Rockmann traz comentários sobre os novos modelos de contratação de energia, a capitalização da Eletrobras, o papel das hidrelétricas, a necessidade de armazenamento de energia, a pressão de custos na implementação de parques renováveis e o reforço do sistema de transmissão que deve andar lado a lado com a execução das obras dessas usinas.

Valor Econômico – Roberto Rockmann (colunista do Valor Econômico)

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https://valor.globo.com/publicacoes/suplementos/noticia/2022/06/30/movimento-em-rede.ghtml