O Panorama da Energia é um grande acervo digital de artigos e publicações cuidadosamente selecionados pela equipe de curadoria digital da Memória da Eletricidade. Seu objetivo é disponibilizar ao público interessado os conteúdos mais adequados para o bom entendimento e acompanhamento das principais transformações, tendências e debates presentes no setor elétrico e energético em âmbito nacional e internacional.

Visando identificar os melhores artigos e trabalhos, a equipe da curadoria acompanha mais de 140 fontes especializadas e coleta continuamente um vasto conjunto de publicações. Dentre as fontes pesquisadas estão incluídos os sites das principais agências e órgãos internacionais, das consultorias mais renomadas, dos think tanks de maior influência, das instituições de pesquisa especializadas no setor, os sites das principais revistas acadêmicas e das principais agências de notícias.

Partindo desse amplo conjunto de publicações coletadas, a equipe de curadoria faz então uma análise criteriosa de todos os conteúdos disponíveis, seleciona os melhores trabalhos e acrescenta, a cada quinze dias, os trabalhos selecionados ao acervo digital do Panorama da Energia. Todos os artigos selecionados são classificados e resumidos, ficando à disposição nas ferramentas de busca do sistema juntamente com todos os trabalhos selecionados em períodos anteriores. Dentre todos os trabalhos, os de maior impacto em cada período são apresentados como destaques de sua categoria ou como destaque geral do período.

A seleção dos trabalhos que compõem o acervo considera tanto a pertinência do tema como a consistência do estudo/artigo, o que se dá através da aplicação de uma série de questões objetivas. Essas questões foram avalizadas pelo Conselho Editorial e sua aplicação visa minimizar ao máximo a influência de aspectos subjetivos na seleção dos conteúdos. As respostas a tais perguntas obviamente definem se um trabalho será selecionado e se ele será destacado entre os demais.

Sobre o sistema de classificação, um primeiro recorte é o que define o tipo de fonte, ou seja, a instituição onde o trabalho foi originalmente publicado. Isso se justifica na medida em que os públicos-alvo das diversas fontes e suas ênfases nem sempre coincidem. Sabendo dessas diferenças, os trabalhos são subdivididos nas seguintes categorias:

Aqui estão os melhores estudos das principais agências internacionais, das instituições multilaterais mais renomadas e de alguns órgãos governamentais de grande prestígio e influência, cujos trabalhos são referência para todos os profissionais do setor energético mundial. Algumas das fontes são: ANEEL, EPE, IEA, IRENA, OECD – Energia e World Economic Forum.

Aqui estão os melhores trabalhos obtidos nas revistas acadêmicas de alto impacto e que despertam principalmente o interesse do público universitário e do público mais especializado que quer aprofundar seus conhecimentos e não perder de vista os rumos do debate acadêmico. Algumas das revistas e jornais selecionados são: Nature, Energy & Environmental Science, Renewable & Sustainable Energy Reviews e Energy.

Nessa categoria estão os principais artigos de opinião, ou seja, os melhores e mais sintéticos textos escritos por analistas especializados e/ou por agentes muito influentes no debate sobre energia em âmbito nacional. Os artigos dessa categoria são selecionados em diversos sites, revistas especializadas e agências de notícias. Nessa categoria valoriza-se sobretudo a pluralidade de visões que contribuem para o debate nacional, respeitando-se e valorizando-se, sempre, as interpretações particulares de cada autor/instituição (que não coincidem necessariamente com a visão da equipe de curadoria). Alguns exemplos das fontes pesquisadas: Canal Energia, Editora Brasil Energia, GESEL, Instituto E+ Transição Energética e Instituto Ilumina.

Aqui encontram-se as melhores publicações das grandes consultorias internacionais e nacionais, ou seja, aqueles trabalhos especializados de maior destaque e que têm como público-alvo principal os agentes de mercado. Algumas das fontes são: Bain & Company, EY, McKinsey, Roland Berger, PSR e PwC.

Como já exposto, a seleção dos trabalhos das Agências, das Consultorias e dos Artigos de Opinião é feita através da aplicação de um questionário objetivo. Já a seleção das publicações da categoria Artigos Acadêmicos também se apoia no Fator de Impacto de cada revista.

Para facilitar a busca dos trabalhos no acervo digital a qualquer momento, cada publicação também é classificada segundo temas de pesquisa, é catalogada com palavras-chave e é acompanhada por um breve resumo. As fontes e os temas foram definidos com a valiosa colaboração de vários professores e especialistas do Grupo de Trabalho que participa do projeto desde seu início. Os temas foram avalizados posteriormente pelo Conselho Editorial e são os seguintes:

São publicações-chave para o entendimento amplo dos principais temas e debates de caráter mais estrutural, cuja relevância vai além do curto prazo, podendo incluir, também, posicionamentos de agentes relevantes do setor.

São as publicações que se sobressaem no período analisado, cuja leitura é especialmente recomendada pela equipe de Curadoria Digital.

Tudo que diga respeito a ações, políticas, sistemas e equipamentos para conservação de energia na oferta, na demanda e pelo lado do consumidor; inclui também construções e sistemas mais eficientes e inteligentes e resposta da demanda.

Os assuntos que envolvem diretamente as principais empresas ou grupos (privados ou estatais) atuantes no setor elétrico e energético e que são citados nos trabalhos. Inclui as estratégias gerais das empresas, fusões e aquisições, ingresso em novos mercados, internacionalização, diversificação produtiva ou mesmo a adaptação e as ações das organizações frente aos novos desafios que se colocam.

O carvão, o petróleo, a energia nuclear e as termelétricas com fontes de origem fóssil.

As discussões e estudos que envolvem articulações do gás com o setor de energia elétrica. Expansão, investimentos, preços e papel a desempenhar na matriz. Inclui GNL, gasodutos, a nova lei do gás e seus desdobramentos.

De qualquer tipo, inclusive sistemas off-grid; os prosumidores; os projetos; os estudos sobre potencial, cenários, análises, experiências concretas, benefícios e desafios.

Quando há muitos temas relacionados ou uma visão integrada que reúne vários assuntos; também inclui temas que extrapolam o setor energético, mas que são muito importantes para a compreensão das novas tendências: economia, sociedade, novos hábitos, cultura, pobreza energética, etc.

Tudo que diz respeito aos impactos da pandemia no setor energético e elétrico brasileiro e mundial. Inclui, entre outros, as consequências, os desdobramentos, as perspectivas de recuperação dos mercados e como será o setor energético no mundo pós-covid.

São os projetos concretos ou as análises mais amplas focadas na evolução dos investimentos privados, públicos, nas concessões e nas modalidades de financiamento.

Tudo que diz respeito aos mercados livres e que tenha interface com o sistema elétrico e energético em geral. Inclui desafios regulatórios, crescimento do mercado, tendências, preços, novos produtos, bolsa de energia, derivativos, PLD horário, etc.

Aqui são considerados os mercados mais amplos ou mais segmentados (produtos e regiões), não só a energia elétrica, mas o gás natural, o petróleo e outros energéticos no Brasil e em outros países. Inclui as tendências dos mercados, desempenhos, perspectivas e integração.

Tudo que diga respeito ao assunto da mobilidade, como: dados, vantagens, desafios técnicos e institucionais a vencer, as baterias, os veículos elétricos/autônomos, os projetos nacionais e internacionais. Inclui também análises de infraestrutura, estruturas de carregamento, incentivos, legislação, etc.

Esse tema segue a agenda e a pauta legislativa da modernização e da CP 33. Destaque para os assuntos: lastro e energia, oferta de preços, ampliação do mercado livre, gestão da demanda, MRE, encargos e subsídios, desafios da contratação de energia, privatizações, promoção da competição, entre outros.

Os assuntos relacionados à gestão das redes e do SIN (ações do ONS), bem como os desafios associados ao equilíbrio intertemporal do sistema. Inclui a ampliação e modernização da rede, os custos operativos no SIN, a segurança de fornecimento de eletricidade, blecautes, racionamentos, as análises da carga, da demanda, a resiliência, os novos desafios de segurança e demais fatores que condicionam o equilíbrio do sistema.

Os estudos e as ações do governo brasileiro em matéria de planejamento da expansão e política energética. Inclui os leilões, os planos de expansão, as análises, notas técnicas, projeções, discussões sobre a metodologia de planejamento do governo e as principais peças desse planejamento. Inclui também avaliações e ações do setor privado naquilo que elas auxiliam ou interferem na realização do planejamento.

Geral sobre G, T, D, GD, comercialização, tarifas, encargos, subsídios, novas metodologias em análise ou experimentação. Inclui também regulação de outros energéticos que não a energia elétrica, como petróleo, derivados etc.

São as tendências ou mudanças regulatórias em outros países. Inclui liberalização de mercados, formação de preços, incentivos, tarifas, modelos, legislações. Inclui também as ocorrências críticas e as discussões que elas suscitam.

Todas as fontes de energia renovável, desde às já estabelecidas, passando pelas que estão em vias de consolidação e chegando nas que estão em fase inicial; inclui as fontes hídrica, solar de todos os tipos, eólica (onshore e offshore), PCH, biomassa, biogás, usinas híbridas, hidráulicas reversíveis, resíduos urbanos, hidrogênio verde, biocombustíveis, marés etc.; inclui os projetos, os estudos sobre o potencial, os cenários, os avanços, as dificuldades, as novas fronteiras.

São os projetos, as práticas, os desafios e objetivos associados à Agenda 2030 e ao conceito ESG. Inclui as ações de enfrentamento das mudanças climáticas, de preservação do meio ambiente, os aspectos sociais, enfim, a visão integrada que considera todas as partes relacionadas.

Incorpora novas tecnologias, problemas ou questões tecnológicas em geral associadas à geração, transmissão e distribuição de energia; projetos inovadores; novos equipamentos e novos sistemas; tecnologias da quarta revolução industrial e possíveis aplicações no setor.

Toda a problemática da transição de um mundo apoiado na energia fóssil para um mundo de energias limpas e renováveis; inclui as políticas de mitigação e enfrentamento do problema ambiental e climático; inclui também as questões associadas às emissões e à descarbonização.

Por fim, vale notar que, em função da inevitável interdependência e confluência de assuntos que envolvem temas diferentes, a grande maioria dos artigos selecionados possui vários temas associados. É importante ressaltar ainda que a missão da curadoria é selecionar, catalogar, recomendar e resumir os trabalhos mais relevantes. Se o leitor quiser acessar esses trabalhos na íntegra, fora no site do Panorama da Energia, obviamente ele deve se sujeitar às regras de cobrança das fontes onde os artigos foram originalmente publicados