Nesse artigo, Edmar de Almeida ressalta a intensificação da crise mundial do gás, indagando quais são as saídas e quanto tempo pode demorar o reequilíbrio do mercado. Ele afirma que, além do preço do contrato de gás ter atingido um patamar inédito, o mercado de gás perdeu a referência com os outros combustíveis.  Na sequência, Almeida afirma que o atual patamar de preços está gerando efeitos muito negativos nas contas dos consumidores finais, o que tem levado os governos a criar subsídios que podem trazer desequilíbrios fiscais e inflação. Quanto aos fatores que poderiam normalizar o mercado, o autor defende que este reequilíbrio deve ser mais lento do que o esperado inicialmente. Isto porque a produção de GNL não deve crescer no ritmo necessário para normalizar a oferta total, o que faz com que, no curto prazo, o reequilíbrio dependa mais do comportamento da demanda mundial, ou seja, de uma eventual recessão econômica mundial. Por fim, Almeida alerta que, quanto mais demorar o ajuste, maior a probabilidade dos mercados spot europeu e do GNL contaminarem outros mercados mundiais de gás.

Brasil Energia – Edmar de Almeida (professor do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro e pesquisador do IEPUC).

Link de acesso:

https://editorabrasilenergia.com.br/crise-internacional-do-gas-quais-saidas-e-em-quanto-tempo/

 

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