Neste artigo, Martin Wolf, principal comentarista econômico do Financial Times, defende que a Europa tem capacidade para vencer a guerra energética imposta por Putin. Entretanto, será preciso adaptar, cooperar e suportar. Suportar porque os preços de energia aumentarão e, fatalmente, elevarão a inflação. E a combinação de grandes perdas das rendas reais com uma política monetária menos que plenamente acomodatícia significa que a recessão é inevitável. Por outro lado, “ela não precisa ser profunda e nem prolongada”. Adaptar porque o mercado mundial de gás natural liquefeito (GNL) pode ter um papel fundamental como fator amortecedor do choque para a Europa. Um estudo do FMI conclui que um bloqueio total da parte da Rússia levará a uma queda das despesas nacionais brutas da UE de apenas cerca de 0,4% ao ano após o choque, se considerado o mercado global de GNL. Sem este último, a queda será de 1,4% a 2,5%. Além disso, outras medidas já estão no radar, como reduzir a demanda de pico por energia elétrica, impor um teto sobre os preços do gás de gasoduto, ajudar os consumidores e empresas vulneráveis. Em relação à cooperação, quase todos os países europeus foram desfavoravelmente afetados, entretanto alguns estão entre os mais vulneráveis, como a Hungria, República Eslovaca, República Tcheca, Alemanha e Itália. Nesse sentido, cooperar entre si e compartilhar recursos fiscais será essencial. 

Valor Econômico – Martin Wolf (principal comentarista econômico do Financial Times).

Link de acesso:

https://valor.globo.com/opiniao/noticia/2022/09/07/martin-wolf-europa-pode-e-precisa-vencer-a-guerra-energetica.ghtml

 

Artigos relacionados:

https://panorama.memoriadaeletricidade.com.br/caindo-como-domino-o-impacto-do-nord-stream-nos-fluxos-de-gas-russo-na-europa/

 

https://panorama.memoriadaeletricidade.com.br/crise-de-energia-se-aprofundara/

 

https://panorama.memoriadaeletricidade.com.br/a-eliminacao-progressiva-do-gas-russo-e-o-futuro-da-geracao-de-energia-da-europa/