Esta Nota Técnica faz uma avaliação das emissões de gases do efeito estufa no setor de transporte rodoviário e suas perspectivas para o horizonte de 2032. Para tanto, é utilizada a metodologia de Avaliação do Ciclo de Vida. No estudo, foram considerados os energéticos que impulsionam as tecnologias veiculares, seja combustão interna, híbridos ou elétricos. Considera-se também as peculiaridades do mercado brasileiro com base nas estimativas do PDE 2031 – gasolina C (gasolina A e etanol anidro), etanol hidratado, diesel B (diesel A e biodiesel) e gás. O trabalho permite uma avaliação sistêmica e completa do potencial de descarbonização do setor de transporte rodoviário brasileiro. Dessa forma, também possibilita o direcionamento de políticas públicas e estratégias empresariais para a redução de emissões de carbono. 

A intensidade de carbono média do setor de transporte rodoviário por veículos leves obtida foi de 64,39 gCO2eq/MJ em 2020 e, segundo o estudo, a expectativa é que este valor seja reduzido para 60,3 gCO2eq/MJ em 2027 e 59,32 gCO2eq/MJ em 2032. Já para o setor de transporte rodoviário por veículos pesados, a intensidade de carbono média estimada foi de 79,77 gCO2eq/MJ em 2020, com previsão de redução para 77,37 gCO2eq/MJ, em 2027, e 76,93 gCO2eq/MJ, em 2032. Outra conclusão importante do estudo é que a descarbonização pode ser auxiliada através da harmonização das propriedades físicas das fontes de energia utilizadas no RenovaBio, no Programa Rota 2030 e no Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV).

Empresa de Pesquisa Energética (EPE)

Link de acesso:

https://www.epe.gov.br/sites-pt/publicacoes-dados-abertos/publicacoes/PublicacoesArquivos/publicacao-708/NT-EPE-DPG-SDB-2022-03_Intensidade_de_carbono_Transporte_Rodoviario.pdf

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