O objetivo do artigo é explicitar os projetos e investimentos de várias gigantes da indústria de açúcar e etanol e apontar que o biocombustível logo se tornará uma realidade. De acordo com projeções da ABiogás, o setor investirá até o fim desta década um total de R$ 60 bilhões para entregar um volume de 30 milhões de metros cúbicos por dia de biometano. Destaca-se que esse aumento de produção deve ocorrer naturalmente na esteira do programa RenovaBio, que busca elevar a produção anual de etanol de 35 bilhões para 52 bilhões de litros até 2030, já que estimula a descarbonização da matriz de transporte ao implementar um certificado denominado CBIOs – 308 usinas da indústria de Açúcar e Etanol já estão licenciadas para emitir CBIOs. Para dar conta dessa expansão a indústria precisará fazer uma moagem adicional de estimados 200 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, proporcionando um bagaço excedente que poderá ser aproveitado para cogeração de energia. Atualmente 50 usinas produzem energia a biogás – inclusive usinas sucroalcooleiras, como a Raízen; a Cocal; e Adecoagro. Ademais evidencia-se que a capacidade instalada de cogeração de energia a biogás – a partir da biomassa de cana-de-açúcar – no país corresponde a 0,4GW, mas estima-se que até 2030 possa chegar a 3,6 GW.

CanalEnergia – Newton Duarte (presidente executivo da Cogen – Associação da Indústria de Cogeração de Energia)

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