Neste artigo, Jerson Kelman traz uma reflexão sobre a revisão das garantias físicas (GF) das usinas hidroelétricas, um problema claro do setor elétrico brasileiro desde, pelo menos, a seca de 2020-21. Ao longo do texto ele traz uma revisão do conceito de energia firme, que antecedeu ao de garantia física (GF), discute as limitações do cálculo da energia firme, bem como as soluções – trazidas do Energy Report de agosto. Em suma, ele analisa conceitos, o histórico até se chegar à metodologia atual do cálculo de GF, bem como as limitações existentes. Suas conclusões estão em linha com os apontamentos da PSR de que o cálculo correto poderia ser feito com os atuais modelos computacionais do setor, NEWAVE e DECOMP. Por fim, ele afirma que as GFs das usinas existentes não deveriam ser recalculadas por conta da mudança do período crítico. Na sua opinião, o melhor a fazer seria aplicar a metodologia correta apenas no cálculo das GFs das futuras usinas.

Brasil Energia – Jerson Kelman (participa dos conselhos de administração da Eneva (como presidente), Evoltz, Iguá e Orizon. É professor aposentado da Coppe-UFRJ. Foi o principal dirigente da ABRH, ANA, Aneel, Light, Enersul e Sabesp)

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