O artigo faz uma discussão sobre o futuro do Mecanismo de Realocação de Energia (MRE) e do Generation Scaling Factor (GSF), trazendo a relação entre ambos e indicando os problemas em torno dos mesmos. Os problemas mencionados pelo autor passam por: (i) precificação do balanço do GSF e sua relação com o PLD (Preço da Liquidação das Diferenças), (ii) prioridade do despacho das usinas renováveis intermitentes, solar e éolica, em relação às hidrelétricas, (iii) o rápido incremento de usinas GD, especialmente a fonte solar em todo país. O autor indica que uma atenção que os participantes do MRE devem ter é comprar lastro enquanto os preços médios estiverem abaixo dos seus contratos de venda. Ao final, com todo o cenário se desenhando, conclui-se que o sistema de proteção ao risco hidrológico desenhado nos últimos anos deixou de ser interessante aos participantes, com exceção dos que acordaram em repassar 100% do risco aos consumidores do mercado brasileiro. 

Canal Energia – Valmor Alves (Conselheiro da ABRAPCH – Associação brasileira de PCHs e CGHs)

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https://www.canalenergia.com.br/artigos/53169113/qual-e-o-futuro-do-mre-e-do-gsf