Neste excelente artigo, os autores apresentam o panorama geopolítico mundial para demonstrar a instabilidade e fragilidade do momento em que vivemos e trazer importantes reflexões sobre a importância da cooperação e da democracia no enfrentamento da crise climática. Eles evidenciam de forma clara como a emergência climática passou a conviver com as crises política, sanitária, ambiental, econômica, alimentar e social, ao mesmo tempo em que o processo de reestruturação produtiva rumo a uma economia de baixo carbono foi pego no contrapé. Nesse sentido, ainda destacam o refluxo democrático, total ou parcial, observado em várias regiões do planeta, que pioram o cenário em meio a um contexto de crise climática, que amplia as tensões no espaço político e econômico. Por fim, o texto joga luz no enorme desafio que o país tem pela frente para se inserir nas novas realidades, num futuro que pede política, negociação, proposição e capacidade de implementação de visões ainda pouco nítidas. E finaliza explicitando de forma clara a correlação entre a crise climática e a democracia, reiterando que é impossível construir uma agenda geopolítica forte, com sistemas políticos questionáveis e instáveis.

Valor Econômico – Izabella Teixeira (ex-ministra do Meio Ambiente) e Francisco Gaetani (ex-secretário executivo do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão e do Ministério do Meio Ambiente)

Link de acesso:

https://valor.globo.com/opiniao/coluna/o-que-a-democracia-tem-a-ver-com-mudancas-climaticas.ghtml

 

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