Neste artigo, o autor discute o papel da Eletrobras para o setor elétrico brasileiro e expõe as justificativas para que sua privatização não seja levada adiante. O artigo segue a mesma linha do artigo A Constituição e o propósito da Petrobras , também trazido nesse período, ao evidenciar as diferenças entre o espaço público e privado. Para tanto, o autor destaca a importância da energia elétrica para as outras atividades. Para Joaquim Francisco de Carvalho, as tarifas elétricas não deveriam visar a maximização de lucros para grupos privados, pois esta opção influencia negativamente todos os custos da economia, podendo gerar tendências inflacionárias, inviabilizar indústrias e excluir do consumo as famílias menos favorecidas. Ele ainda explicita algumas experiências internacionais, como a demanda por reestatização das empresas de energia elétrica no Reino Unido e o estratégico controle das hidrelétricas norte-americanas pelo Estado, para demonstrar que o Brasil está indo na contramão do mundo. Além disso, esclarece os “equívocos” do processo de privatização da companhia, que se iniciou no governo FHC, e afirma que o resultado desse processo tem sido o oposto do prometido pelos governos na medida em que tem promovido aumento das tarifas e falência de diversas indústrias, dando sequência ao processo de desindustrialização do país.

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http://www.ilumina.org.br/com-privatizacao-da-eletrobras-o-brasil-voltara-a-ser-um-mero-exportador-de-commodities/