Aborda-se no artigo o PL 528/21, em tramitação no Congresso Nacional, que trata da regulamentação do mercado de créditos de carbono no Brasil. O artigo explica como seria o funcionamento do mercado e apresenta as expectativas. Basicamente, são propostos dois sistemas: um de comércio de emissões (mercado regulado) e outro de compensação de créditos de carbono (mercado voluntário). No primeiro, o Mercado Brasileiro de Redução de Emissões (MBRE) irá regular a compra e venda de créditos de carbono, enquanto o segundo cria um sistema de organização, registro e publicização para os trends de offset. São apontados também alguns aprimoramentos importantes que o texto substitutivo ao PL trouxe à proposta, entre os quais destaca-se o mercado nacional de offset, proposto pelo CEBDS, que visa criar as bases institucionais para o Brasil participar do mercado voluntário de carbono, a ser regulamentado na COP26. A conferência, segundo o autor, está sendo um ponto crucial para a aprovação do PL, pois, até o momento, o governo brasileiro não tem uma proposta pronta. Ainda quanto ao debate sobre o mercado de carbono, o Panorama trouxe como contraponto nesta mesma edição o artigo A financeirização espúria da economia verde, de Luís Nassif, que, dentre outras observações, apresenta uma forte crítica ao modelo de créditos de carbono.

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