Edvaldo Santana aborda a desigualdade do serviço de energia elétrica. Ele inicia sua análise ressaltando os resultados de um estudo do Instituto Pólis, que comprovam que renda e raça influenciam a qualidade do serviço. Os setores onde falta energia com maior frequência e duração estão em regiões de renda mais baixa, de população negra e com elevado percentual de mulheres responsáveis pelo domicílio. Posto esse comentário inicial, e destacando importante ensinamento da crise europeia (que apontou a necessidade de aprimorar a segurança energética), Santana enfatiza a importância da diversificação da matriz elétrica brasileira, aumentando a participação das renováveis e aproveitando melhor a flexibilidade das hidrelétricas e do gás natural. Entretanto, ele pondera: a diversificação tem que ocorrer sem os desnecessários subsídios. Para ele, além do volume de subsídios das renováveis, o problema é a desigual forma de reparti-lo entre os pagantes. Ainda sobre esse ponto, ele mostra que 75% da expansão do parque gerador decorrem das renováveis e de seus contratos no ambiente livre (ACL) e que, por causa disso, a tarifa é de 20% a 25% menor que a dos demais consumidores. Entretanto, 70% desses subsídios são pagos apenas pelos consumidores cativos. 

Valor Econômico – Edvaldo Santana (ex-diretor da Aneel).

Link de acesso:

https://valor.globo.com/opiniao/coluna/a-desigualdade-eletrica.ghtml

 

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