O artigo escrito por Edvaldo Santana, ex-diretor da ANEEL, analisa eficácia da estratégia de aumento do preço da energia como política de enfrentamento da crise hídrica. O autor descreve duas modalidades clássicas de condução de um racionamento, por quotas, aplicadas em 2001, e por preços, para afirmar que a estratégia utilizada pelo atual governo se trata, na verdade, do início do racionamento. Edvaldo não acredita na efetividade dessa escolha estratégica, já que o aumento do preço não alcança a totalidade dos MWh consumidos, com grande parcela sendo do mercado livre e de autoprodutores. Além disso, ele expõe outros fatores importantes que minimizam o efeito da estratégia proposta e destaca que um aumento de 12% nas tarifas poderá resultar em uma redução proporcionalmente muito menor no consumo, não esperando ser maior que 1,5%. Por fim, o autor conclui que a estratégia do governo gera ainda alguns efeitos colaterais como aumento nos preços de produtos, e possível necessidade de aplicação de racionamento por quotas no futuro, duplicando o desgaste político.

Valor Econômico – Edvaldo Santana (ex-diretor da ANEEL)

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https://valor.globo.com/opiniao/coluna/vamos-ter-novamente-racionamento-de-energia.ghtml