Diante do ponto de inflexão trazido pelo aumento da ambição global rumo à transição energética simultaneamente à alta generalizada dos preços dos energéticos, esse importante artigo sustenta que as empresas e os governos deverão desenvolver novas estratégias para garantir a difícil conciliação dos objetivos críticos da política energética: fornecer energia segura e confiável, a preços acessíveis e com o menor impacto ambiental possível. Apresentado o ponto de inflexão e o desafio, o artigo An Inflection Point for the Energy Transition passa a abordar, então, oito realidades que deverão moldar os contornos do nosso futuro energético. Essas oito realidades ou forças seriam: o poder da formulação de políticas; os novos desafios de segurança energética; a falta de medidas de eficiência energética; os custos mais altos de descarbonização; o investimento do governo e a “Greenflation”; a maior volatilidade do preço da energia; o fornecimento de energia insuficiente; e, o acesso inadequado à energia no mundo em desenvolvimento. O artigo também analisa os impactos dessas realidades/forças para os negócios, para os formuladores de políticas e para as economias em desenvolvimento. Destaca, ainda, que as empresas devem se preparar para choques de curto prazo, construir resiliência operacional e ser responsivas e flexíveis diante das mudanças nas regulamentações. O governo, por sua vez, precisará intervir mais, realizar análises das questões geopolíticas envolvidas na transição energética, avaliar o provável impacto nas cadeias de suprimentos nacionais e trabalhar com os produtores para diversificar o fornecimento de minerais críticos. Já para as economias em desenvolvimento, as perspectivas principais são de dependência da geração de carvão ou diesel no curto prazo.

BCG – Nikolaus Lang, Maurice Berns, Anders Porsborg-Smith, Jamie Webster e Tim Figures

Link de acesso:

https://www.bcg.com/pt-br/publications/2022/the-future-of-energy