O artigo aborda o lento ritmo da troca de motores elétricos industriais antigos por motores mais eficientes e a falta de políticas focadas nesse objetivo. Segundo Alexandre Spatuzza, estima-se que hoje existem no Brasil cerca de 20 milhões de motores para transportar e processar matéria prima, muitos já no fim da vida útil, o que se traduz em um consumo de eletricidade que equivale a mais de 20% de todo o consumo elétrico do país. Segundo o autor, a troca desses motores antigos por motores mais eficientes representaria uma economia que beira 14.000 GWh em um ano, ou a geração de toda energia por 2.200 aerogeradores no Brasil em um ano. Ao longo da discussão, o autor traz também a opinião de Daniel Eidelwein, diretor de vendas para América do Sul da WEG; Arthur Rangel Laureano, supervisor de Distribuição da Celesc; e, dos pesquisadores da Unifei, Luiz Augusto Horta Nogueira e Jamil Haddad, que discorrem sobre várias questões relacionadas, como: o Projeto Prioritário 02/2015 da Aneel, os gargalos e percepções dos empresários (que impedem uma velocidade maior na substituição destes ativos), o processo complexo e as dificuldades que afastam as empresas menores.

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https://editorabrasilenergia.com.br/troca-de-motores-industriais-um-segredo-bem-guardado/