O artigo discute a criação de uma política pública de geração distribuída para beneficiar os consumidores de baixa renda. Há no Brasil, uma política pública que tenta lidar com o problema da pobreza energética: a Tarifa Social de Energia Elétrica. Entretanto, os autores destacam que ela não é plenamente eficaz. Assim sendo, os autores fazem uma proposta uma política pública que substitua o subsídio com tarifa social por um programa de instalação de mini geração elétrica distribuída na modalidade compartilhada, no caso, energia fotovoltaica. Utilizando como exemplo a área de concessão da Light, os cálculos demonstram que seriam necessários 9,3 anos para substituir integralmente o subsídio da CDE com tarifa social pagos a Light por créditos de energia provenientes de minigeração distribuída fotovoltaica compartilhada. E mais, a realização dos investimentos em GD implicará numa economia de cerca de R$ 1,1 bilhão acumulados no período. Explica-se: o valor presente dos subsídios da CDE com tarifa social totaliza cerca de R$ 1,5 bilhão na área de concessão da Light. O valor presente dos subsídios para GD totalizará cerca de R$ 421 milhões. O resultado da economia é alcançado porque o parque de GD instalado substituirá a necessidade de aportes anuais da CDE com tarifa social após o 9º ano.

Ensaio energético – Luciano Losekann e Camila Abuche (Pesquisadores do Grupo de Energia e Regulação – GENER/UFF).

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https://ensaioenergetico.com.br/transicao-energetica-justa-instalacao-de-sistemas-de-geracao-de-eletricidade-solar-para-atender-domicilios-de-baixa-renda/