Esse artigo aborda o mercado das startups de energia, analisando os últimos 10 anos e identificando os fatores de sucesso e oportunidades de investimentos nos países emergentes e em desenvolvimento. A análise ocorre em três níveis. Em primeiro lugar, são analisadas 605 startups que receberam financiamento em 2010, no boom da tecnologia limpa. Em segundo lugar, examina-se o destino de 40 empresas que pareciam ser as mais promissoras em 2010 dada a quantidade de capital que levantaram e a diversidade de tecnologias. Na terceira etapa, com base na mesma metodologia, monta-se um novo grupo de 40 startups de energia limpa recentemente financiadas em países de renda média e baixa a fim de rastrear a política e os fatores de mercado que influenciam o desenvolvimento de tecnologias inovadoras. Destaca-se ainda que, atualmente, as startups da China e da Índia são líderes de mercado considerando o valor e o volume de seus negócios, sobretudo nos negócios em estágios mais avançados. Brasil, Gana, África do Sul e Cingapura estão bem representados, mas com negócios concentrados nos estágios iniciais de financiamento. As áreas de tecnologia dominantes são transporte eletrificado e energia solar fotovoltaica, não muito diferente do corte global de 2010. No grupo dos mercados emergentes, as startups estão muito mais focadas na mobilidade urbana de baixo custo e no acesso à energia em áreas rurais. Destaca-se, também, a maior entrada de financiamento internacional.

IEA – Simon Bennett, Jean-Baptiste Le Marois, Nikolai Orgland.

Link de acesso:

https://www.iea.org/articles/ten-years-of-clean-energy-start-ups