Nesta reportagem especial, destaca-se que, apesar da pandemia e do cenário desfavorável da economia brasileira, as fusões e aquisições no setor elétrico em 2021 não perderam o fôlego. São trazidos pontos de vista de vários agentes do setor, que veem o mercado de energia em um bom momento, principalmente com as renováveis, as privatizações do segmento de transmissão e com a agenda ESG sendo um fator agregador. No segmento de transmissão, destacam-se três grandes negociações: o leilão de privatização dos ativos da Celg, no qual a EDP saiu vencedora por quase R$ 2 bilhões, a privatização da CEEE-T (RS), arrematada pela CPFL Energia por R$ 2,67 bilhões, e a venda de 100% do capital da EDP Transmissão, EDP Maranhão I e EDP Maranhão II para uma empresa de propriedade da Actis. Na distribuição, houve a venda da CEEE-D (RS) para a Equatorial Energia, que também levou a CEA (AP). A Cemig vendeu sua participação acionária de 22,6% na Light (RJ) por 1,37 bilhão. No segmento de geração térmica, destaca-se a venda da UTE Uruguaiana (gás natural) para a Ambar Energia, do grupo J&F, e a venda do complexo Jorge Lacerda (carvão) para a Fram Capital, por R$ 325 milhões. Aponta-se ainda que as negociações do setor não ficaram restritas ao tripé geração, transmissão e distribuição. A Vibra Energia, antiga BR Distribuidora, adquiriu 50% da Comer Energia, uma das maiores comercializadoras do setor, por R$ 3,2 bilhões.  

CanalEnergia – Pedro Aurélio Teixeira (colunista da CanalEnergia)

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