Evidenciando dados da Agência Internacional de Energia que já revelam a posição do Brasil na parte de cima do pódio das energias mais caras no mundo, o texto discute algumas das razões que nos levaram a tal situação e ressalta seu caráter inusitado tendo em vista que somos um país de dimensões continentais, líder em recursos hídricos, com vento e sol. O autor aponta que apenas consultando as tarifas médias na página da ANEEL, onde não constam as bandeiras tarifárias, de 2018 até 2021, houve um aumento nominal de 25% da tarifa residencial, o que significa aproximadamente 10% acima da inflação. Em termos prospectivos, considerando a nova bandeira de escassez hídrica, os “jabutis de térmicas”, o déficit das contas das bandeiras (R$ 5 bi) e a descotização das usinas atingidas pela MP 579 (aumento de ~ 300% nos valores praticados), D’Araújo ressalta que, dependendo de crises energéticas em outros países, o Brasil pode chegar ao topo do pódio de energia mais cara a nível mundial.

Instituto Ilumina – Roberto Pereira D´Araújo

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http://www.ilumina.org.br/rumo-ao-podio/