João Carlos de Mello, ao dar ênfase à discussão sobre os preços dos energéticos, destaca a motivação, em alguns agentes do setor, para alterar o mecanismo de formação de preços por meio de ajustes nos modelos de precificação. Nesse sentido, ele ressalta que a consequência de um aumento conjuntural nos preços do produto energia, ocasionada simplesmente por uma frustração fora do padrão do período úmido de 2020/2021, acabaria determinando uma tendência de alta nas tarifas dos consumidores cativos das distribuidoras, ampliaria a exposição dos geradores hidrelétricos no Mecanismo de Realocação de Energia (MRE) com um PLD maior, e, claro, influiria para um aumento dos preços dos contratos no mercado livre. O autor defende que não há uma explicação racional para se estimular uma tendência de aumento de preços futuros diante de uma capacidade de oferta bastante razoável e uma demanda mais baixa. Ao final, aponta que são necessárias mudanças estruturais no setor elétrico brasileiro e que as oportunidades de avanço são amplas.

Thymos Energia – João Carlos Mello (presidente da Thymos Energia)

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