O artigo discute a situação atual do sistema elétrico brasileiro, apontando a crise de geração hídrica como fato muito preocupante. Afirma-se que para reduzir as fragilidades originárias do sistema de geração hídrica, base do nosso sistema elétrico, é necessário acelerar a entrada das termelétricas já contratadas nos leilões anteriores e agilizar os tradicionais leilões de energia nova e de reserva de capacidade. O autor ainda traça uma crítica à tendência do mercado de gás de instalar plantas para importação de Gás Natural Liquefeito (GNL) em um país com elevadas reservas de gás natural. Ele afirma que o gás importado via GNL é muito importante como fonte suplementar, porém, não como combustível para sustentar a operação na base. Para ele, essa tendência é um erro estratégico: o gás nacional, que deveria se transformar em um diferencial para o desenvolvimento do Brasil e em especial do Rio de Janeiro, pode, indiretamente, se tornar uma commodity internacional afetando não só a geração, mas também o consumo industrial e residencial, além de impedir o deslocamento do GLP, que ainda é importado em grande volume. 

Brasil Energia – Wagner Granja Victer (engenheiro da Petrobras, pós-graduado em Finanças (FGV) e em Gerência de Projetos pela Harvard University)

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