O artigo discute a evolução do uso de combustíveis derivados de resíduos para substituir fósseis em cimenteiras – e futuramente, em geração de energia e vapor em indústrias. Um dos fatores fator que tem melhorado as perspectivas de uso desses biocombustíveis é o coprocessamento de resíduos em fornos de cimento. Segundo o exposto, este processo já é praticado por quase 40 fornos de cimento licenciados no Brasil, fornos que já coprocessaram, desde 1996, 22,5 milhões de toneladas de resíduos. Tal volume substituiu, no período, 11 milhões de toneladas de coque de petróleo (petcoque) e, com o aproveitamento de resíduos de substituição de matérias-primas, houve uma economia de mais de 5,5 milhões de toneladas de recursos minerais. Em emissões, foi possível evitar 20 milhões de tCO2eq. O cenário está motivando projetos e investimentos tanto em cimenteiras como em unidades de blendagem especializadas em combustíveis derivados de resíduos urbanos (CDRUs). As metas da indústria cimenteira são de chegar a pelo menos 55% de substituição dos combustíveis fósseis até 2050. Para alcançar esse objetivo, o caminho será pela expansão do uso de CDRUs e de CDRs de resíduos industriais não-perigosos, que hoje são descartados em aterros.

Brasil Energia – Marcelo Furtado (colunista do Brasil Energia)

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https://editorabrasilenergia.com.br/o-valor-cada-vez-maior-dos-residuos/

 

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