Wagner Victer destaca neste artigo que os sinais do setor elétrico em 2021 para as termelétricas a carvão foram bastante preocupantes: além de terem sido resultado de interferência externa, eles não foram feitos por agentes experientes do setor e tão pouco foram sustentados por um planejamento de longo prazo. O autor cita três acontecimentos principais nesse sentido: (i) a aprovação da Lei 14.182, e a compulsoriedade de compra de energia térmica estabelecida em artigos inseridos pelo Congresso Nacional; (ii) o crescente processo de dolarização dos insumos para a ampliação da base de geração térmica brasileira, fator de alerta quanto à inflação e ao custo final para consumidores; e, (iii) o PL 712/2019, que criou um inesperado subsídio voltado para a renovação da contratação de energia proveniente do Complexo Termelétrico Jorge Lacerda. Ao final, o autor conclui que: “questões positivas derivadas de projetos de lei têm desarmado a lógica técnica e econômica de inserção da energia térmica na matriz energética nacional”.

Brasil EnergiaWagner Victer (ex-conselheiro do CNPE)

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