O artigo What would net zero by 2050 mean for the emissions footprints of younger people versus their parents? discute a diferença entre a pegada de carbono das atuais gerações e das gerações futuras no cenário de emissões líquidas zero 2050 da IEA. As autoras mostram que a diferença de estilos de vida das gerações atuais e futuras importa . Por exemplo, na média,os indivíduos nascidos entre 1950 e 1964, irão emitir 10 vezes mais em suas vidas do que aqueles que nascem hoje ou nascerão nos próximos anos. O estudo também conclui que as reduções nas emissões de uma geração a outra serão maiores em países com emissões históricas maiores. Por exemplo, indivíduos nascidos nos Estados Unidos ou Europa em 1950 devem ter uma pegada de carbono 15 vezes maior que seus descendentes nascidos na década de 2020, enquanto indivíduos nascidos na Índia devem ter emissões apenas 3,5 vezes maiores e, na China, 4 vezes. O texto chama atenção para o papel das novas gerações, evidenciando como elas, por estarem mais expostas a mudanças climáticas que seus pais, estão mais motivadas a reduzir suas pegadas de carbono, sendo mais engajadas em ciências climáticas e mais capazes de mudar seus comportamentos individuais.

IEA – Laura Cozzi (modeladora de energia líder); Olivia Chen (modeladora de energia júnior); Hyeji Kim (analista júnior)

Link de acesso:
https://www.iea.org/commentaries/what-would-net-zero-by-2050-mean-for-the-emissions-footprints-of-younger-people-versus-their-parents