Neste artigo, o jornalista Luis Nassif questiona o novo projeto de lei do Senador Prates (PT) que visa criar um fundo para compensar a volatilidade dos preços dos derivados de petróleo. Para ele, na prática, o projeto de lei formalizaria o PPI, visto que até agora, o PPI só havia sido introduzido administrativamente. Ao longo do artigo, Nassif expõe que, apesar da Petrobrás ser uma empresa de capital misto, ela também é uma empresa pública que deve observar o interesse público. Em seguida, ele expõe o jogo do mercado, principalmente em relação à mudança nos critérios de definição dos preços internos, instituída na gestão de Pedro Parente, o que ele classifica como um caso clássico de corrupção sutil. Explica-se: os acionistas da Petrobras tiveram ganhos abusivos com a valorização expressiva dos papéis depois da mudança da regra dos preços. E é nesse sentido que Nassif contextualiza que o projeto de lei é um presente ao mercado: indica o PPI como um dos referenciais de preço e adiciona um imposto de exportação progresso de valores irrelevantes. E mais: o programa de estabilização de preços seria financiado basicamente por recursos do orçamento público, preservando integralmente os ganhos extraordinários dos acionistas privados. 

Jornal GGN – Luis Nassif (jornalista)

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