O artigo inicia com um breve histórico do setor elétrico brasileiro, desde o Plano Nacional de Eletrificação da década de 1950, passando pela expansão da capacidade de geração, sobretudo devido às hidrelétricas, entre as décadas de 1970 e 1980, até chegar nos anos 2000, relatando esforços de diversificação da matriz elétrica. O autor explora as crises de energia recorrentes nas últimas duas décadas, apontando que a atual é a mais reveladora de todas: mesmo com a economia estagnada nos últimos anos e o parque termoelétrico sendo utilizado de forma considerável, não tem havido uma contrapartida significativa no nível dos reservatórios. Isso posto, o autor aponta que há, de fato, um novo patamar de vazão nos rios, patamar que é inferior ao seu comportamento de longo prazo, traduzindo o novo cenário de baixa geração hidrelétrica como o “novo normal do setor elétrico”. Por fim, o autor afirma que a solução para o sistema elétrico brasileiro se tornar mais seguro é privilegiar um sistema renovável descentralizado, flexível e autônomo, citando como exemplo, a geração térmica a biogás.

Valor Econômico – Pedro Barra (especialista em infraestrutura e energia)

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