O artigo traz reflexões sobre o primeiro leilão de reserva de capacidade. São feitas avaliações sob a perspectiva da transição energética em duas dimensões. Primeiramente, avalia-se o desenho (e resultados) do leilão. Nesse sentido, os autores questionam o porquê da inclusão do produto energia em um leilão de capacidade, evidenciam a impossibilidade de participação de tecnologias promissoras e com pegada de carbono inferior às termelétricas e comentam a longa duração dos contratos. Em seguida, o texto expõe lições e sugestões de aperfeiçoamento para os próximos leilões. Para os autores, a inclusão de todas as alternativas que forneçam capacidade pode contribuir em diversos aspectos, como a formação de mercado de serviços ancilares ao mercado de capacidade, economicidade do setor com aumento da competitividade e maior eficiência do parque existente. Evidencia-se, em particular, a resposta da demanda como um recurso que não apenas contribui para a flexibilidade do sistema, mas que em muitos casos apresenta maior competitividade, rápida resposta e, considerando uma eventual inserção de um mercado de carbono, teria efeitos favoráveis na redução das emissões.

Canal Energia – Emílio Matsumura (diretor-executivo do Instituto E+ Transição Energética), Marina Azevedo (consultora técnica do Instituto E+ Transição Energética) e Luiz Maurer (consultor em energia e estratégia).

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https://www.canalenergia.com.br/artigos/53203038/o-leilao-de-reserva-de-capacidade-na-perspectiva-da-transicao-energetica