Países ao redor do globo apostam nas tecnologias de captura, armazenamento e utilização do carbono (CCUS) para permitir que as termelétricas fósseis continuem a operar no sistema. Com o desenvolvimento do mercado de carbono no Brasil, especialistas sugerem que o país pode seguir esse caminho. Victor Ribeiro, gerente da Thymos Energia, afirma que o mercado de carbono impulsionará a tecnologia de CCUS atrelada às térmicas no Brasil. Com a neutralização das emissões das térmicas, o sistema elétrico ganharia confiabilidade com fontes despacháveis e permitiria a maior penetração das renováveis. Ao longo do artigo, são trazidas avaliações de Ribeiro e outros agentes do setor, como a advogada Roberta Danelon, o gerente de meio ambiente da CNI, Davi Bomtempo, Natália Renteria, gerente do CEBDS, e Walter Figueiredo De Simoni, do Talanoa, sobre temas de políticas públicas e regulação, principalmente aspectos do PL 528/2021, que regulamenta o mercado de carbono no Brasil e do PL 290/2020, que dispõe sobre a compensação ambiental da geração de energia termelétrica e sobre a certificação de créditos de carbono para empreendimentos de fontes renováveis.

Brasil Energia – Marcelo Furtado (colunista da Brasil Energia)

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