O artigo destaca o programa de reforma do Novo Mercado do Gás no Brasil, evidenciando a cooperação internacional entre a Agência Internacional de Energia (IEA) e o Brasil, além de comentar os próximos passos necessários acerca da regulação. No início do texto são enfatizados três grandes benefícios dessa reforma, sendo eles: aumentar a flexibilidade física do sistema de gás; permitir que o gás seja entregue mais rapidamente; e facilitar a integração de uma parcela maior de energias renováveis intermitentes no sistema de energia brasileiro. O trabalho também mostra que a Nova Lei do Gás tem base em quatro princípios fundamentais (desagregação, acesso de terceiros, sistema de transporte de entrada/saída e transparência) e que esses princípios deverão ser traduzidos em uma regulação que defina regras comuns do regime de operação diário, incluindo os serviços de rede de gás, projeto de hub e fiscalização do mercado. Um dos benefícios esperados segundo o artigo é uma queda dos preços domésticos do gás da ordem de 40% nos próximos anos. Isso poderia melhorar a competitividade internacional do setor industrial, responsável por mais 45% do consumo de gás do país em 2019. Ao final, o artigo destaca que um mercado de gás aberto e competitivo poderia facilitar a inclusão de vários gases de baixo carbono no sistema, como biometano, hidrogênio e metano sintético.

 

IEA – Gergely Molnar (Analista de Energia – Natural Gas) e Mariano Berkenwald (Diretor do Programa de Transições de Energia Limpa para a América Latina)

Link de acesso: 

https://www.iea.org/commentaries/novo-mercado-de-gas-the-brazilian-gas-market-enters-a-new-era