O artigo faz uma crítica ao planejamento realizado no setor elétrico brasileiro desde o apagão de 2001, trazendo como ponto principal o crescimento das energias não renováveis em detrimento do melhor aproveitamento do grande potencial renovável do país. O autor chama atenção para a falta de incentivos mais significativos para as fontes renováveis e critica  os incentivos  concedidos às térmicas movidas a combustível fóssil. O autor também critica o fato de que a MP998 (em tramitação no congresso) reduz incentivos existentes às energias renováveis − uma vez que permite a transferência de parte dos recursos dos programas de P&D e de eficiência energética para a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) de 2021 a 2025 − enquanto são mantidos os subsídios e incentivos fiscais para produtores e consumidores de derivados de petróleo, carvão mineral e gás natural, subsídios e incentivos que atingiram R$ 99,4 bilhões em 2019.  O artigo destaca ainda a necessidade de melhoramento nas previsões sobre o comportamento de recursos como sol, vento e água, bem como em análises de séries históricas, medições em tempo real e complementaridade entre as diversas modalidades de geração de eletricidade para aprimorar a gestão da intermitência das fontes renováveis e garantir maior segurança energética.

Brasil Energia – Luiz Piauhylino Filho (sócio-diretor da Sunlution)

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