Discute-se a problemática dos modelos computacionais do setor elétrico, trazendo avaliações de importantes agentes do setor, entre eles Talita Porto (vice-presidente do Conselho de Administração da CCEE), Alexandre Zucarato (diretor de planejamento do ONS), Luiz Barroso (presidente da PSR), Leontina Pinto (diretora da Engenho Consultoria), Amílcar Guerreiro (diretor do Cepel) e Maurício Tolmasquim (professor da UFRJ). A reportagem mostra que há um consenso sobre a necessidade de aperfeiçoar os modelos operativos, mas não há sintonia em relação às soluções e ao timing para implantação das mudanças. O principal ponto de discussão do artigo é a proposta de aprimoramentos discutida em duas fases de consulta pública do MME esse ano. Aponta-se duas importantes mudanças que devem ser feitas a partir de janeiro de 2022: a utilização do volume mínimo operativo também como referência para o modelo Decomp, e a atualização desses volumes para patamares mais conservadores. Em relação às mudanças de caráter estrutural, cujas decisões devem ficar apenas para 2023, a consulta pública tratou de dois pontos fundamentais: (i) aprimoramentos na metodologia de geração de cenários, buscando representar nos modelos uma melhor resposta à condição hidrológica conjuntural; e, (ii) o aumento da aversão ao risco por meio da alteração de alguns parâmetros do modelo.

CanalEnergia – Sueli Montenegro (colunista da CanalEnergia)

Link de acesso:

https://canalenergia.com.br/especiais/53194122/modelos-computacionais-sem-consenso-para-tratar-distorcoes