Pedro Bara discute neste artigo o imbróglio por trás da construção do Linhão de Boa Vista e comenta alguns eventos que sucederam a assinatura do contrato de concessão. Bara destaca que esse contrato apresentava alto risco socioambiental e que a ANEEL autorizou a concessão sem qualquer garantia prévia em relação à sua viabilidade ambiental ou à realização de consulta pública aos povos indígenas, que seriam impactados pelo empreendimento. Esse problema estaria, portanto, na origem dos enfrentamentos, impasses, atropelos e das inúmeras ações, recursos e liminares. Bara aponta também que os conflitos identificados não foram suficientes para impedir a emissão da licença de instalação do Linhão e a assinatura de um novo aditivo ao contrato de concessão, que elevou o valor da RAP de R$ 121 milhões para R$ 329 milhões. Ao final, comenta-se que ainda não se sabe o desfecho da negociação entre os investidores e os Waimiri-Atroari sobre uma compensação ambiental pelo uso das suas terras.

Valor Econômico – Pedro Bara (ex-diretor de Política Amazônica do WWF – Estados Unidos)

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https://valor.globo.com/opiniao/coluna/mil-dias-na-vida-dos-waimiri-atroari.ghtml