O artigo discute a nota técnica revisada e divulgada pelo ONS no dia 22/07, na qual foi atualizado o cenário da crise hídrica com projeções até novembro deste ano. O documento apresenta simulações de dois cenários e, em ambos os casos, o ONS aponta que não há risco de desabastecimento. Fabio Couto defende, então, que, apesar da mensagem tranquilizadora do operador, o quadro é muito mais sério. A gravidade do problema baseia-se no fato de que os níveis dos reservatórios de quatro bacias estão baixos em relação a 2020, que já foi um ano hidrologicamente complicado. Na revisão, o ONS projetou ainda, a redução da disponibilidade termelétrica inicialmente prevista e aponta que o pior momento da crise seria entre outubro e novembro, quando a perda de geração térmica seria de quase 4 GW. O autor também comenta as medidas operativas em curso para evitar um racionamento de energia e as que ainda estão por vir, como um novo reajuste nas bandeiras tarifárias. Ao final, o autor defende que o maior problema dos cenários projetados está no balanço de potência: o cenário conservador indicaria um déficit de 2.107 MW em novembro, supridos por meio da importação, no cenário superior, o balanço sinalizaria sobra de apenas 144 MW. Por fim, Fabio Couto traz a avaliação de Márcio Cataldi, professor da Universidade Federal Fluminense, que avalia que o cenário conservador do ONS deveria ser considerado otimista.

Brasil Energia – Fabio Couto (Colunista do Brasil Energia)

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