Com mais de mil novos sistemas de Geração Distribuída (GD) sendo instalados por dia, o potencial de redução de consumo e de qualidade no suprimento aumentam e as redes digitais são cada vez mais vistas como uma solução importante para mitigar novos riscos. São mais 9,4 GW advindos da GD ou de recursos energéticos distribuídos (RED) já instalados no Brasil e algumas projeções indicam que as novas instalações GD vão dobrar de novo em 2022. Isso significa que as distribuidoras têm que avaliar solicitações de novas conexões de sistemas geradores a todo momento para uma rede que ainda é, em grande parte, analógica e desenhada para fornecer energia no sistema unidirecional. Nesse cenário, o artigo aborda as apostas do Brasil em GD e em uma rede mais moderna e, para tanto, traz os especialistas  André Felber (ePowerBay), Cyro Boccuzzi (Forum Smart Grid), João Carlos Marques (Schneider Electric), Oscar Rueda (Cepel) e Nelson Stanisci (Huawei) para discutir o assunto. Em linhas gerais, os especialistas apontam que, ao longo dos anos, a modernização foi sendo tocada a critério das empresas do setor e que, nesse percurso, as redes de baixa tensão ainda carecem de modernização, de sistemas automatizados e de medidores inteligentes que permitam um controle maior por parte das distribuidoras neste mundo disruptivo. Em suma, ressalta-se a necessidade de novas diretrizes de políticas públicas e regulamentação para incluir a atualização tecnológica e permitir novos modelos de negócios.

Brasil Energia Alexandre Spatuzza (colunista do Brasil Energia)

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https://editorabrasilenergia.com.br/o-impulso-da-gd-para-a-digitalizacao-das-redes-eletricas/