O artigo discute o papel do etanol na descarbonização global, destacando sua ligação com a regulamentação do Artigo 6 do Acordo de Paris. Paula Kovarsky chama atenção inicialmente para as vantagens do etanol como alternativa à eletrificação da frota, além de lembrar seu uso industrial, ou como blend para combustíveis fósseis. Na sequência, a autora passa a abordar os desafios em relação à precificação deste energético. Dentre esses, a autora destaca a volatilidade dos preços das commodities agrícolas em negócios correlacionados com preços de petróleo ou preços de energia na ausência de um mercado líquido ou uma referência de preço (como NY11 para o açúcar ou Brent para o petróleo) que permita às empresas fazerem hedge de suas posições. É nesse cenário que entra a regulamentação do Artigo 6 do Acordo de Paris, que segundo a autora, se virar realidade, criaria indiretamente, liquidez para o mercado de etanol ou para seus preços futuros. A autora também defende que, através do incentivo financeiro que vem da venda dos créditos, haverá maior estímulo ao desenvolvimento do etanol em outros países, reduzindo emissões e diversificando a oferta mundial do combustível.

Brasil Energia – Paula Kovarsky (diretora de Relações com Investidores da Cosan)

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https://editorabrasilenergia.com.br/etanol-gasolina-credito-de-carbono-o-artigo-6-e-o-futuro-do-etanol/