A estocagem subterrânea de gás natural pode adicionar flexibilidade à alternativa do GNL, mas ainda não existe um modelo de negócio favorável à sua implementação no país. É nesse cenário que o artigo descreve a experiência do campo de Manati, que está localizado no litoral baiano, é uma das portas de entrada do gás no Nordeste e pode se converter, no futuro, numa importante infraestrutura de estocagem subterrânea de gás natural (ESGN). Pensando no fim da vida útil do campo, a Gas Bridge propôs à Enauta uma parceria para “virar a chave” do ativo. Segundo o autor, o cenário é emblemático, já que o Brasil produz, reinjeta e importa gás, mas ainda não o armazena no subsolo. O autor afirma também que o mercado ainda desconhece os benefícios desta tecnologia que é muito benéfica no que se refere à sua capacidade de fornecer flexibilidade para demandas de curto prazo. A análise conta também com a contribuição de Edmar Almeida, pesquisador do Instituto de Energia da PUC-RJ, que prevê a necessidade de estocagem no Brasil e afirma que o investimento na tecnologia esbarra na falta de regulação. Além dele, são trazidas também, as opiniões de Heloísa Borges, diretora de Estudos do Petróleo, Gás e Biocombustíveis da EPE, que discute desafios à consolidação da atividade no Brasil, e de Helder Ferraz, diretor comercial da NTS, e Ovídio Quintana, diretor comercial e regulatório da TAG, que opinam sobre previsibilidade e segurança para os investimentos de longo prazo.

Editora Brasil EnergiaFelipe Salgado (colunista da Agência Brasil Energia)

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