O artigo discute, de forma objetiva, a atual conjuntura que pode levar à escassez de diesel no segundo semestre no Brasil. Destaca-se que a redução do refino provocada pela queda da demanda durante a pandemia, seguida de uma rápida retomada que aumentou a demanda por diesel em um curto espaço de tempo, baixaram os estoques dos países. Isso tudo somado à diminuição de novos investimentos na extração de petróleo e refino (dada a transição energética e o conflito Rússia-Ucrânia) tornou os preços do diesel muito altos e mais próxima a perspectiva de escassez em vários pontos do planeta no segundo semestre. Além disso, a falta de perspectiva para o fim do conflito na Ucrânia e a possibilidade de continuidade das sanções à Rússia, mesmo quando a guerra terminar, estão alimentando previsões para o preço do petróleo de US$ 150 até US$ 175/barril ainda em 2022. Nesse contexto, o artigo ressalta a falta de opções para o controle da situação no atual momento e ressalta que as intervenções que vêm ocorrendo no Brasil são, na verdade, o caminho para o desabastecimento.

Valor Econômico

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