O artigo ‘Disentangling’ the global nuclear fuel supply chain after Russia’s invasion of Ukraine discute os efeitos da Guerra Rússia-Ucrânia na cadeia global de fornecimento de combustível nuclear. Destaca-se que a Rússia é um importante fornecedor na cadeia nuclear global, sendo a fonte de quase um terço de todos os serviços de conversão de urânio e de 40% do seu enriquecimento a nível global. Nesse contexto, o artigo evidencia que, apesar do combustível ter sido isento das rodadas iniciais de sanções, existe agora uma pressão para a proibição do uso de componentes de combustível nuclear russo, o que já tem trazido um aumento dos preços spot dos serviços de enriquecimento à medida que alguns compradores buscam se afastar das fontes russas. As expectativas são de que esse movimento de alta de preços se dissemine no curto prazo, atingindo  a conversão de urânio e o fornecimento de U308 concentrado, que é a forma de urânio mais comercializada mundialmente. O artigo traz ainda as opiniões de Patrick Fragman, CEO da Westinghouse, empresa norte americana de reatores nucleares, que evidencia como a empresa tem aproveitado a crise para avançar no fornecimento de combustível para algumas usinas do leste europeu, que antes não tinham alternativas ao combustível russo, e de Tim Gitzel, CEO da Cameco, uma das maiores mineradoras de urânio no mundo, que acredita que estamos passando por um realinhamento geopolítico sem precedentes no ciclo de combustível nuclear.

S&P Global – William Freebairn

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https://www.spglobal.com/commodityinsights/en/market-insights/blogs/electric-power/070722-global-nuclear-fuel-supply-chain-uranium-russia-ukraine-war