Cada ponto de conexão com a rede de eletricidade é caracterizado quanto ao tipo de acesso, geração ou carga (consumo) e a partir disso a cobrança pelo seu acesso é estabelecida. Para os sistemas de armazenamento esta lógica se perde, pois o mesmo ponto de conexão ora atua como consumidor, ora atua como geração. O artigo explora a necessidade de se repensar o modelo de cobrança pelo acesso à rede de transmissão para acomodar o armazenamento. Primeiramente, aborda-se como é feita a regulação econômica da transmissão no Brasil, comentando, também, o papel das Tarifas de Uso do Sistema de Transmissão (TUST). A seguir avalia-se a cobrança da TUST para a tecnologia em questão. Seguindo a discussão em outra direção, avalia-se o pagamento de RAP (Receita Anual Permitida) aos sistemas de armazenamento. O autor afirma que os sistemas de armazenamento poderiam ser enquadrados como um ativo de reforço na rede e, enquanto tal, fariam jus a receber RAP ao invés de pagar TUST. Por esses motivos, os autores concluem que a discussão da regulação para os sistemas de armazenamento deve ser ampliada.

Canal Energia – Nelson Hubner, Roberto Brandão, Fabio A. Diuana e Murilo Miranda (Pesquisadores do GESEL-UFRJ).

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https://www.canalenergia.com.br/artigos/53176899/desafios-regulatorios-para-o-armazenamento-de-energia-no-sistema-de-transmissao