A guerra na Ucrânia provocou choques nos mercados de energia, acelerando o aumento dos preços dos combustíveis já iniciado no contexto posterior à pandemia da Covid-19. Além da pressão inflacionária, a guerra também trouxe as questões da segurança do abastecimento e da dependência energética da Europa em relação à Rússia. Isso posto, o artigo Military Conflicts and energy security faz uma análise sobre as indústrias mais afetadas por sanções e conflitos – entre as quais se encontram as indústrias metalúrgica, química, logística e automotiva – e sugere quatro etapas práticas que as empresas podem adotar para reduzir os custos de energia, gerenciar a estabilidade do fornecimento e conciliar as preocupações imediatas de segurança energética com os esforços de longo prazo para alcançar a descarbonização. Os autores explicitam que conflitos militares e turbulências geopolíticas criam incertezas e imprevisibilidade no curto prazo. Contudo, parece claro que o custo da energia permanecerá alto e que a segurança do abastecimento seguirá muito relevante nas agendas governamentais e corporativas. Para as empresas, a chave para uma maior preparação não é tentar prever o imprevisível, mas sim aumentar a aptidão energética e a agilidade em toda a organização. Para os governos, a boa notícia é que os objetivos duplos de diversificação da oferta de energia e descarbonização podem não ser tão contraditórios quanto parecem à primeira vista.

Roland Berger – Martin Hoyer, Peter Kaznacheev

Link de acesso:

https://www.rolandberger.com/en/Insights/Publications/Military-conflicts-and-energy-security.html