Na temática de justiça climática, Jefrey Sachs defende a taxação de carbono dos países de alta renda, medida que serviria para ajudar a financiar a transição para energia limpa e resiliência nos países em desenvolvimento. Ao longo do texto comenta-se sobre a posição dos países ricos, principalmente dos Estados Unidos, de inação em relação às mudanças climáticas, se esquivando da sua responsabilidade histórica e contínua pela crise. São destacados ainda os fracassos financeiros da COP 26, que foram além da falta de mobilização dos prometidos US$ 100 bilhões por ano. Apontando como fórmula global para atribuir responsabilidade a todos os países ricos, o autor propõe a taxação do carbono em países de alta renda (US$ 5 por tonelada de dióxido de carbono emitida) e em países de renda média alta (US$ 2,50 por tonelada). Esses tributos de CO2 atingiriam 100 bilhões no início e aumentariam gradualmente, dobrando em cinco anos. Os fundos seriam direcionados a países de baixa e média renda, bem como países com vulnerabilidades climáticas especiais. São comentados outros aspectos da proposta, evidenciando que é hora de substituir o voluntarismo financeiro por um sistema baseado em regras.

Valor Econômico – Jeffrey Sachs (professor da Universidade de Columbia)

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https://valor.globo.com/opiniao/coluna/como-reparar-as-financas-climaticas.ghtml