O artigo joga luz no cenário positivo do hidrogênio no Brasil, afirmando que há condições concretas do país assumir um papel de liderança na produção de hidrogênio renovável. Segundo Mariana Mattos, o primeiro aspecto favorável é o enorme potencial de geração de energia eólica e solar que o Brasil possui, que pode ser usado em eletrolisadores para gerar o chamado hidrogênio verde. O segundo aspecto, ainda pouco explorado, é o potencial de utilização de biomassa e seus derivados para a geração de hidrogênio renovável (que foi chamado de hidrogênio “verde musgo” pela EPE). Nesse sentido, se destacam a produção de hidrogênio por reforma do etanol ou da glicerina e por pirólise/gaseificação de biomassa residual. Estimativas sugerem que o custo de produção de hidrogênio por gaseificação de biomassa é competitivo com o hidrogênio gerado por eletrólise e que a produção a partir de biomassa também contribui com as metas de descarbonização, considerando o consumo de CO pelo processo de fotossíntese durante o crescimento da planta. Nesse cenário, a elaboração de uma estratégia nacional para o hidrogênio é fundamental para que o Brasil possa aproveitar as suas potencialidades.

Brasil Energia Mariana Mattos (professora da Escola de Química da UFRJ)

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