O artigo How the energy crisis is exacerbating the food crisis debate as conexões entre a crise energética e a crise alimentar. Os autores destacam a relevante participação do custo dos insumos, principalmente energia e fertilizantes, no aumento dos preços dos alimentos desde meados de 2020 e expõem uma expectativa de piora desse cenário com a guerra Rússia-Ucrânia. Segundo eles, além desses dois países serem os maiores exportadores de trigo e terem um papel chave no suprimento global de fertilizantes, a guerra tem elevado os preços da energia, gerando efeitos colaterais nas cadeias de fornecimento de alimentos por meio do aumento das contas de energia e dos preços dos fertilizantes. Com efeito, os autores apontam que os custos diretos e indiretos da energia podem representar algo entre 40% a 50% dos custos variáveis totais de cultivo em economias avançadas. O texto ainda ressalta que, no caso de perdurar a escassez de oferta e aumento dos preços de gás natural, o Brasil, que importa quase 100% da ureia demandada (fertilizante nitrogenado), sentirá os efeitos mais severamente. Ao final o artigo explicita algumas ações para lidar com a atual crise no curto e médio prazo.

IEA – Peter Levi e Gergely Molnar (Analistas de Energia)

Link de acesso:

https://www.iea.org/commentaries/how-the-energy-crisis-is-exacerbating-the-food-crisis