O artigo discute dois aspectos da privatização da Eletrobras, que, segundo o autor, causam apreensão. O primeiro é a necessidade de revisão da garantia física das usinas hidrelétricas da Eletrobrás. Sobre esse tema, Pedrosa aponta a importância da atualização de uma série de variáveis de entrada da equação da garantia física para garantir um resultado correto. O segundo ponto causador de apreensão diz respeito à segregação de Angra 3 da Eletrobras e o consequente reposicionamento da tarifa a ser paga por todos os consumidores para viabilizar a retomada da obra da usina. Pedrosa mostra que, nesse caso, a tarifa deverá ser elevada muito mais do que seria se a opção fosse a contratação de fontes renováveis e competitivas ou mesmo de termelétricas que gerariam na base do sistema. O autor ainda demonstra apreensão ao afirmar que na tramitação da MP da privatização o congresso deslocou as escolhas energéticas do ambiente técnico para o campo político, aumentando não só o custo mas o nível de complexidade do setor.

Valor Econômico – Paulo Pedrosa

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