O artigo discute o processo de reforma do setor elétrico brasileiro, processo que, segundo o autor, está envolto num cipoal de interesses divergentes de agentes e consumidores. Para Medeiros, há basicamente dois grupos de interesses que tramitam no Congresso Nacional condicionando a reforma: de um lado, os que não hesitam em propor novos custos, criar mais subsídios – ambos pagos pelos consumidores – e perpetuar privilégios, e por outro, os que visam dar alguma racionalidade econômica ao setor elétrico. Para uma melhor compreensão deste embate, o autor relembra fatos que remontam a 2014, quando havia o pânico de outra crise hídrica e foram propostas medidas em parte incorporadas aos objetivos dos PL1917/232 – Projetos de Lei da Portabilidade da Conta de Luz – e, o PL 414. Por fim, Medeiros defende a necessidade de caminhos de rápida solução para esse emaranhado de interesses divergentes no processo de reforma. Dentre esses caminhos, ressalta maiores esforços das lideranças empresariais para apoiarem um substitutivo ao PL 414, bem como mudanças em favor do consumidor e não na perpetuação de privilégios, benefícios de contratos em vias de extinção ou fontes específicas de geração em desfavor do consumidor.

CanalEnergia – Reginaldo Medeiros  (Presidente da Abraceel) 

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