À medida que a procura mundial por lítio cresce com a demanda por baterias e veículos elétricos, as operações de mineração estão surgindo em alguns dos lugares mais secos do mundo. Dado esse pano de fundo, o artigo CO2 reduction meets water-use tension in hunt for lithium traz uma discussão sobre os riscos que a extração desse material pode representar para regiões sensíveis à água onde o metal é abundante. O lítio geralmente é obtido pela mineração do minério de espodumênio ou pela extração de um líquido salgado da terra e do processamento do lítio da salmoura. Salmouras subterrâneas com alta concentração de lítio são frequentemente encontradas em regiões desérticas, levantando questões sobre o potencial de contaminar a água potável e as consequências da evaporação da salmoura de um ecossistema com pouca água de sobra. Isso posto, o artigo mostra que, de 435 projetos de mineração contendo lítio ativos, 189 estão, ou em áreas projetadas para enfrentar estresse hídrico médio a alto até 2030, ou em regiões já áridas. E mais: 23 projetos estão em áreas que devem enfrentar estresse hídrico extremamente alto até o final da década, incluindo áreas do oeste dos EUA, América do Sul e Austrália. O artigo também traz a opinião de pesquisadores e executivos que lançam dúvidas sobre o assunto. Alguns acreditam nos riscos da mineração para comunidades e vida selvagem e outros não concordam sobre a interação entre águas frescas subterrâneas e salmoura contendo lítio. O artigo ainda apresenta iniciativas que têm buscado reduzir o uso de água, como a Sociedad Química y Minera de Chile AS e a Albemarle Corp, e comenta projetos de mineração dentro e fora do triângulo do lítio (ao redor da Argentina, Bolívia e Chile).
S&P Global
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