O vice-presidente e diretor de Infraestrutura da FIESP, Carlos Cavalcanti, expõe e relaciona neste artigo alguns dos principais problemas existentes no setor elétrico na atualidade: baixa segurança no suprimento, sinalizações equivocadas dos modelos de otimização e crescimento dos custos e encargos cobrados dos consumidores. Inicialmente o autor demonstra que existe uma degradação consistente do cenário hidrológico, o que impossibilita as hidrelétricas do SIN de entregarem suas garantias físicas. A seguir, depois de criticar o planejamento energético afirmando que fomos salvos pelas sucessivas crises econômicas da última década, Cavalcanti retoma o debate iniciado em 1998 sobre os procedimentos estabelecidos para revisão periódicas das garantias físicas e verifica que muito do que estava previsto não foi praticado. Segundo o autor, esse descompasso seria um dos principais responsáveis pelo mal funcionamento dos modelos de otimização e por termos muita “energia de papel” no nosso sistema, uma energia que existe no mundo dos contratos, “mas não garante o abastecimento e empurra encargos bilionários para os consumidores, ano após ano”.

Canal Energia – Carlos Cavalcanti (Vice-Presidente da FIESP e Diretor Titular do Departamento de Infraestrutura da FIESP)

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https://www.canalenergia.com.br/artigos/53188158/a-energia-mais-cara-e-aquela-que-nao-se-tem-a-energia-de-papel