O artigo explicita as mudanças que o setor automotivo mundial vem passando com o desenvolvimento de veículos elétricos, mostra as alterações nas cadeias produtivas que acompanham essa transformação e apresenta o contexto brasileiro. Segundo os autores, a indústria automobilística brasileira certamente será impactada pelas mudanças em curso, já que está subordinada às estratégias competitivas das matrizes mundiais. No que se refere a essas estratégias, os autores mostram que elas podem ser sintetizadas por três movimentos: i) importação de veículos elétricos, predominando os veículos híbridos; ii) adequação da base produtiva nacional para veículos elétricos híbridos; e, iii) construção de plataformas de veículos elétricos puros integrados à base produtiva globalizada, permitindo a exportação de componentes. O texto sustenta a necessidade de priorização de veículos híbridos flex devido a importância do setor sucroalcooleiro para a transição energética do setor de transporte brasileiro. Contudo, destaca que isso significa uma opção singular que afasta a indústria brasileira da estratégia mundial. Por fim, os autores ressaltam que, devido à relevância do Brasil na indústria automobilística mundial, a conversão da nossa cadeia produtiva é inevitável, mas que a velocidade dessa conversão vai depender, basicamente, da dinâmica macroeconômica, de políticas públicas e de um novo espaço econômico para a indústria sucroalcooleira.

GESEL/UFRJ – Nivalde de Castro (Coordenador do GESEL); Roberto Brandão (Pesquisador sênior); Mauricio Moszkowicz (Pesquisador sênior)

Link de acesso: 

http://www.gesel.ie.ufrj.br/app/webroot/files/publications/13_castro_2021_05_04.pdf