Neste artigo, Roberto D’Araújo apresenta sua visão sobre o significado histórico da capitalização/privatização da Eletrobras. Crítico contumaz do processo de liberalização e privatização do setor elétrico brasileiro, D`Araújo associa o movimento de privatização e liberalização à explosão tarifária que, desde 1995 – marco zero das privatizações – ocorre no país. Ele também critica o baixo valor pelo qual o controle da empresa foi transferido à iniciativa privada, destaca que todos os países líderes em hidroeletricidade no mundo não entregaram esses ativos para o setor privado e que a empresa foi sacrificada inúmeras vezes para reduzir os problemas decorrentes do modelo mercantil inaugurado nos anos 90. Ele ainda refuta as afirmações de que a Eletrobras é uma empresa ineficiente e “inchada”. Por fim, ele ressalta a grande importância que a Eletrobras estatal sempre teve na viabilização de investimentos, inclusive em parcerias com a iniciativa privada, e manifesta grande preocupação com os efeitos da privatização para o desenvolvimento do país.

Instituto Ilumina – Roberto Pereira D´Araujo (diretor do Instituto Ilumina)

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